Queijo artesanal: descubra os sabores e origens desse patrimônio mineiro

queijo minas artesanalQual o gosto do queijo? Em Minas ele tem gosto da simplicidade do campo, de amor, de tradição, de família… Dizem que não existe mineiro sem queijo, e há quem diga que fazenda sem queijo não é fazenda, por uma uma associação direta do modo simples de viver no campo com o produto queijo. Para celebrar o Dia dos Queijos Artesanais, neste 16/5, reunimos alguns conteúdos que celebram esse patrimônio de Minas Gerais e mostram suas origens, história e importância para o estado e para a mesa dos mineiros.

Para começar, uma homenagem à produção artesanal do tradicional queijo minas. Da região do Serro até as regiões da Serra da Canastra, de Araxá, do Alto Paranaíba, resgatamos o programa Bem Cultural que mostrou o queijo que é feito por amor, produzido pela família (ou que une as pessoas a ponto de se tornarem família). Uma tradição que é passada por gerações.

 

Queijo: motivo de orgulho e paixão do mineiro

Minas Gerais tem muitos encantos: culinária típica, turismo, igrejas históricas, riquezas minerais e culturais, música, montanhas que contornam cidades e encantam. Soma-se a tudo isso o jeitinho do mineiro, admirado e querido pelo Brasil afora. As paixões do mineiro, entre elas o queijo, que desperta sentimentos de orgulho, foram temas de um delicioso papo no Opinião Minas. Afinal, comer queijo é bom, e falar sobre ele também. No programa, o professor Jonas Guimarães mostra detalhes do trabalho multidisciplinar que desenvolveu sobre a rota do queijo artesanal da Serra da Canastra.

 

Os diferentes queijos mineiros

O queijo Minas não é um só, mas uma infinidade! Nesta quinta, 16/5, às 19h15, o Jornal Minas 2ª edição exibe uma matéria especial sobre os diferentes tipos de queijos produzidos em Minas Gerais, mostrando as principais diferenças e características de cada tipo (origem, forma de produção, preços, prêmio já recebidos). A equipe foi até uma antiga loja localizada no Mercado Central de Belo Horizonte, onde são comercializados queijos Minas artesanais de todas as regiões do estado: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro, Triângulo Mineiro e Alagoa, além de queijos especiais, premiados internacionalmente. Além disso, Vani Pedrosa, consultora gastronômica do SENAC, explica a diferença entre Queijo Minas Artesanal e Queijo Artesanal de Minas.

Como comprar queijo

Queijo rendado, fresco, meia cura, e por aí vai. O queijo canastra é um símbolo de Minas Gerais, mas a diversidade dessa iguaria no dia a dia pode deixar até o consumidor mais exigente um pouco perdido. Você sabe escolher um bom queijo? Sabe qual o queijo ideal para fazer pão de queijo ou comer com doce? O queijo rendado apresenta mais acidez. O mais claro é mais fresco. Confira essas e outras dicas no vídeo abaixo, do Brasil das Gerais, que foi até o Mercado Central de Belo Horizonte descobrir mais sobre esse delicioso item que não pode faltar à mesa do mineiro.

 

Regulamentação, mercado e fronteiras do queijo artesanal mineiro

O queijo mineiro se tornou referência da gastronomia de Minas Gerais, e  o modo típico de preparo dos queijos artesanais da região do Serro e da Serra da Canastra foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Contudo, por muito tempo, ele praticamente ficou restrito ao estado, devido à legislação, burocracias e barreiras sanitárias. Seu nome e fama rompiam fronteiras, mas o produto tinha dificuldades de sair do estado. A questão inclusive foi retratada de forma poética e política no documentário “O mineiro e o queijo” (2001), de Helvécio Ratton.

Em 2017, o Opinião Minas recebeu o chef Eduardo Avelar e o empresário Guilherme Vieira para falar sobre a produção e aspectos econômicos do queijo, que fazia com que vários produtores pequenos atuassem sem certificação, na clandestinidade. Além disso, eles falam sobre a tradição e a valorização do queijo artesanal na gastronomia mineira e a importância dos pequenos produtores para o desenvolvimento social.

 

Um ano depois, o mercado para o queijo Minas artesanal foi aberto no país. Em junho de 2018 foi sancionada uma lei que flexibiliza a inspeção da produção de queijos e embutidos artesanais, demanda antiga dos produtores. A nova lei transferiu a fiscalização da produção e comercialização de embutidos, queijos de leite cru e mel para os órgãos estaduais, e criou o selo “Arte” para a regulamentação desses produtos, que passaram a ter fiscalização diferenciada.

Em entrevista ao Brasil das Gerais, Elmer de Almeida, consultor da Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), e Eduardo Maia, gastrônomo e empresário, falam sobre essa esperada mudança na regulamentação do queijo artesanal, seus impactos e a preservação da sua história em Minas.

 

Mineirês: o queijo na ponta da língua

Se o queijo não falta à mesa do mineiro, sua presença também é garantida em expressões utilizadas no famoso mineirês. Afinal, o queijo artesanal é uma das referências simbólicas mais identificadoras de Minas Gerais e seu povo. O queijo é um elemento fundamental para distinguir coisas, como podemos ver em expressões que demonstram firmeza, como “pão pão, queijo queijo”, e “avança na lua pensando que é queijo”, quando se está confuso. Quando se tem plenas condições para resolver determinada situação, é só dizer que está “com a faca e o queijo na mão”. Para assumir um tom crítico e social, pode-se dizer que “em festa de rato não sobra queijo”. Se nos esquecemos de mencionar alguma expressão aqui, deve ser porque “comemos muito queijo” (esquecer algo, falhar a memória). No mais, nos despedimos com “um abraço, um beijo e um (pedaço de) queijo”.

 


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