Filmes inéditos sobre meio ambiente recheiam programação da Faixa de Cinema em abril

Créditos: Laura Rachid, Richard Wera Mirim e Thiago Carvalho / Guilherme Queiroz e Thiago Carvalho

Neste mês de abril, a Faixa de Cinema exibirá uma programação especial sobre meio ambiente no território nacional, com filmes inéditos que abordam a temática. Entre os assuntos, a questão indígena, o encontro entre a arte e o meio ambiente, o grave problema do desmatamento no Brasil e os impactos da atividade mineradora na natureza e na vida da população. A Faixa de Cinema vai ao ar toda sexta, às 23h.

Na estreia da programação especial, nesta sexta, 2/4, a Faixa de Cinema vai exibir dois médias que exploram a vida e desafios do povo indígena Guarani Mbya em São Paulo. O documentário “Oremba’e Eí Yma Guare – O Mel Do Passado“, de Laura Rachid e Thiago Carvalho, aborda a cosmovisão dos Guarani Mbya, da Terra Indígena Jaraguá, sobre as abelhas indígenas sem ferrão a partir da construção de um meliponário dentro da aldeia. Já o documentário “Atrás da Pedra – Resistência Tekoa Guarani“, de Thiago Carvalho, fala sobre a luta e resistência dos Guarani Mbyá pela demarcação de terras nas aldeias do bairro Jaraguá, zona noroeste de São Paulo. O filme discorre sobre um processo de reintegração de posse em uma das aldeias em 2015, a Tekoa Itakupe, além de abordar a PEC 215 (Proposta de Emenda Constitucional), uma das ameaças aos povos indígenas no Brasil.

Experimentações e reflexões sobre a natureza e o que ela tem a oferecer
Na semana seguinte, no dia 9/4, experimentações e reflexões sobre a natureza entram em destaque na programação com quatro filmes. “Tremembé, meu amor“, de Humberto Borges, fala sobre o bairro Tremembé, situado no coração da Serra da Cantareira. “Caiçara em prosa e verso – Ananias do Nascimento“, de Igor Rocha Ciancio, conta a história de Ananias, um compositor caiçara residente da Reserva da Juatinga, em Paraty. “Caminhos“, de Laiany R. S. Santos, traz um registro da vida das camponesas e camponeses do Projeto de Assentamento 13 de Maio. E “Conficções“, de Gabriele Nigra Salgado, aborda uma reflexão sobre as imagens captadas em diferentes experiências de educação “alternativa” em Florianópolis.

Arte e meio ambiente
O filme “EMBU – Terra das Artes“, de Fátima Seehagen, é o destaque do dia 16/4. A obra fala sobre o patrimônio artístico e ambiental da cidade de Embu das Artes, em São Paulo. Com um histórico de lutas ambientais o município enfrenta uma disputa ambiental na região e um questionamento do Plano Diretor.

O desmatamento das nossas florestas
Um dos maiores problemas ambientais no Brasil e no mundo conduz a temática dos dois filmes do dia 23/4: “Sob a Pata do Boi“, de Marcio Isensee e Sá; e “Onde a Natureza Faz História“, de Marcio Isensee e Sá. O primeiro aborda o crescimento da população bovina e da pecuária na região da Amazônia, com seus respectivos danos ambientais. Já o segundo fala sobre o trabalho de produtores rurais de Mogi das Cruzes (SP), que contribuem com a proteção da Mata Atlântica e promovem o manejo de produtos florestais, como frutos da palmeira-juçara e cambuci.

O impacto da mineração
A mineração, um tema muito caro aos mineiros, encerra a programação especial da Faixa de Cinema em abril. “O Maior Trem do Mundo“, de Júlia Pontes, inspirado no poema de Carlos Drummond de Andrade, traz três personagens que comentam sobre o trem que leva minério de ferro da cidade de Catas Altas, município mineiro do Quadrilátero Ferrífero. Em “Coração da Divisa“, de Pedro Faria e Rurian Valentino, uma comunidade tradicional na divisa de Minas Gerais com Bahia, luta contra os interesses da mineradora Nacional de Grafite. Pedro Faria, diretor de “O Povo Constrói“, aborda os mutirões de solidariedade surgidos em resposta aos estragos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, no ano de 2015 em Mariana. “Inabitável“, de Loic Ronsse, trata do encontro de uma raça extraterrestre com o planeta Terra num futuro próximo, após a devastação causada por mineradoras. E, por fim, o impacto da tragédia de Mariana em um grupo indígena Krenak é o tema de “À Cura do Rio“, de Mariana Fagundes.

2/4, às 23h – “Atrás da pedra – Resistência Tekoa Guarani”, de Thiago Carvalho, e “O mel do passado – Oremba’e Eí Yma”, de Thiago Carvalho e Laura Rachid

9/4, às 23h – “Tremembé, meu amor”, de Humberto Borges; “Caiçara em prosa e verso – Ananias do Nascimento”, de Igor Rocha Ciancio; “Caminhos”, de Laiany R. S. Santos; “Conficções”, de Gabriele Nigra Salgado

16/4, às 23h – “EMBU – Terra das Artes” de Fátima Seehagen

23/4, às 23h – “Sob a pata do boi” e “Onde a natureza faz história”, de Marcio Isensee e Sá

30/4, às 23h – “O maior trem do mundo”, de Júlia Pontes; “Coração da divisa”, de Pedro Faria e Rurian Valentino; “O povo constrói”, de Pedro Faria; “Inabitável”, de Loic Ronsse; “À cura do rio”, de Mariana Fagundes

Deixe um comentário

Categorias