Araçuaí é o próximo destino do Estações nesta terça (3)
Milton Nascimento e Fernando Brant escreveram “Ponta de Areia”, canção que traça o caminho de ferro “que ligava Minas ao porto, ao mar”. O Estações fez o trajeto inverso da música, mostrando as cidades que abrigavam as paradas de trem da Bahia a Minas Gerais. Nesta terça (3), às 19h, a atração chega em Araçuaí, destino final da ferrovia Baiminas.
A Estrada de Ferro Bahia-Minas teve início em 1881, quando o Brasil ainda vivia a monarquia. Desde então, devagar os trilhos avançavam o trajeto, a maria fumaça apitava anunciando a prosperidade e a política se transformava para alcançar, finalmente, seu último destino, em 1942, em Araçuaí, cidade mineira do Vale do Jequitinhonha. Foram 24 anos que a população viu, ali, o trem passar até ser extinto, em 1966, como o Estações vai mostrar.
O município abrigou três estações. Além da “Arassuaí”, duas foram batizadas com os nomes dos engenheiros responsáveis Schnoor e Alfredo Graça. A equipe do programa esteve nos antigos casarões onde os trens paravam e mostra, na atração, o que restou da ferrovia. Toda a história é relembrada pelos próprios moradores, que vivenciaram a época de ouro da locomotiva.
ASSISTA
O programa Estações vai ao ar nesta terça (3), às 19h, pela TV, aqui no site e plataforma de streaming Minasplay.




Uau!
Esta foi uma matéria fantástica.
Nasci exatamente nesse lugar, às 11h20 da manhã do dia 29/04/1966. Infelizmente, meu nascimento foi marcado pelo luto e pela depressão pré e pós-parto da minha mãe — pela ausência do meu pai e pelo fim da ferrovia.
Nasci em uma pequena casa de adobe, de frente para a linha do trem que, até hoje, muitos ainda esperam ver passar…
O que restou daquele tempo foi o vazio de um pai e de um marido, tão bem traduzido na música “Ponta de Areia”:
“Maria Fumaça
Não canta mais
Para moças, flores
Janelas e quintais
Na praça vazia
Um grito, um ai
Casas esquecidas
Viúvas nos portais.”
Só quem viveu aquilo sabe o tamanho desse golpe.
É isso.
Obrigado pelo zelo e cuidado com a matéria.
A música, a voz do Milton e o trabalho de vocês…
Fizeram com que eu me sentisse abraçado.
Parabéns.
Atenciosamente,
Gilson Gonzaga