Saberes quilombolas e indígenas são compartilhados na Faixa de Cinema

Filme promove encontro entre saberes acadêmicos e quilombolas e indígenas.

A Faixa de Cinema de fevereiro começa com o compartilhamento de saberes de mestres quilombolas e indígenas. A obra documental “Eu vim de muito longe”, que será exibida nesta sexta, às 23h30, é resultado do programa da UFMG “Formação Transversal em Saberes Tradicionais”, coordenado pelo professor de Comunicação Social César Guimarães, e conta com a participação de representantes do Quilombo Carrapatos da Tabatinga (Bom Despacho – MG), Quilombo Mato do Tição (Jaboticatubas – MG), Comunidade dos Arturos (Contagem – MG), Aldeia Barreiro Preto (São João das Missões – MG) e Tekoha Guaiviry (Aral Moreira – MS). Confira abaixo a sinopse.

faixadecinema_euvimdemuitolongeEu vim de muito longe
Como – por meio das imagens e dos sons – conceder hospitalidade àqueles que, vindos dos quilombos, das florestas, das comunidades ribeirinhas – trazem consigo outros saberes, distintos da matriz eurocêntrica que predomina tão fortemente em nossas universidades? Em 2014, mestras e mestres quilombolas, indígenas e ribeirinhos ministraram um curso na UFMG, em um diálogo simétrico entre o conhecimento tradicional e o acadêmico. O filme mostra como a presença de outros corpos, línguas e cosmologias vem alterar a cena sensível da sala de aula, colocando-a na vizinhança com a natureza e os espíritos.

       

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