Reflexão sobre igualdade racial é tema da Rede Minas

A Rede Minas, aproveitando o dia 13 de maio, data da abolição da escravatura no Brasil e Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo, leva ao ar uma série de produções destinadas à reflexão sobre igualdade racial, além de lançar uma campanha que destaca
luta e conquistas do movimento negro. Discussões sobre o legado das populações negras na história do país, suas manifestações artísticas e religiosas serão abordados em entrevistas, documentários e quadros temáticos em diversos programas.

Nesta sexta-feira 11, o Jornal Minas apresenta reportagem sobre a 3ª Edição do Canjerê, festival de cultura quilombola de Minas Gerais organizada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), com comidas típicas e artesanato. No domingo, dia 13, o programa esportivo Meio de Campo coloca em discussão o preconceito contra a mulher negra no futebol, além das situações de racismo entre torcedores e jogadores.

No fim do mês, o programa Agenda vai exibir uma série de depoimentos de artistas e ativistas de Hip Hop de 14 estados, em preparação para encontro do gênero musical que acontece, também no fim do mês, em Belo Horizonte, evento que contará com apoio da Rede Minas.

CINEMA

Dentro da sua programação de cinema, a Rede Minas exibe os documentários “Preto velho da Lagoinha” e “Encontro com Iemanjá: para além dos olhos”. O primeiro, que vai ao ar na sexta-feira, dia 11, às 23h45, evidencia os ritos e preparativos da celebração do Dia do Preto Velho, uma das mais importantes festas da Umbanda no Brasil. A obra narra as semanas anteriores à festa e traz à tona a liturgia em torno da preparação e da celebração deste dia especial para a Umbanda. O segundo, no dia 18, 23h45, mostra o tradicional festejo que reúne comunidades de axé da capital mineira e região há 60 anos, para celebrar Iemanjá.

A partir deste domingo, dia 13, às 20h30, a emissora exibe a série Arturos, que conta a história de uma comunidade negra tradicional de Minas Gerais, localizada em Contagem, formada por descendentes de Arthur Camilo Silvério e Carmelinda Maria da Silva. Eles mantêm expressões culturais e festas tradicionais como Batuque, Folia de Reis e Candombe, entre outras atividades. O segundo episódio será exibido segunda, 14, às 21h45, e o terceiro no domingo, 20, às 20h30.

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CAMPANHA DA IGUALDADE RACIAL

A Rede Minas e a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania por meio da Subsecretaria de Igualdade Racial, lançam campanha para dar visibilidade ao Estatuto de Igualdade Racial. O objetivo é mostrar o Estatuto como ferramenta legal dos segmentos sociais negros na garantia de seus direitos civis, políticos e sociais.

As peças audiovisuais serão exibidas a partir do dia 10 de maio durante a interprogramação e trazem depoimentos de pessoas que trabalham pela promoção da igualdade racial e no enfrentamento ao racismo.

Igualdade racial

DESDE O INÍCIO DO MÊS

A reflexão sobre a igualdade racial começou desde o início do mês, com debates e entrevistas com diversos especialistas. O programa Opinião Minas falou sobre políticas para negros na educação e a relação entre as comunidades quilombolas e a universidade. Já o Brasil das Gerais discutiu a desigualdade no mercado de trabalho, a educação para o combate ao preconceito e a valorização da cultura e estética negra e afro-brasileira.

O Jornal Minas contou com uma edição da coluna Emprego e Renda dedicada aos negros no mercado de trabalho e também abordou a questão do racismo hoje, ao apresentar o Memorial Minas Gerais Vale, levado ao Centro Cultural Vila Fátima, em uma comunidade carente de Belo Horizonte. A produção mostrou os ambientes do museu que dialogam com a presença da cultura africana na formação de Minas Gerais. Na coluna moda, foram apresentados penteados afros.

O debate sobre a participação dos negros nos meios de comunicação e nas artes não poderia ficar de fora. No Rede Mídia, foi colocado em discussão o papel das pessoas negras no campo teatral e na mídia, com representantes de ambos os segmentos que falaram dos avanços e do que ainda é preciso mudar para se alcançar a igualdade de diretos.

No Palavra Cruzada, o debate foi a respeito da igualdade racial e das políticas públicas.

O Agenda recebeu Mauricio Tizumba e seus tambores para falar sobre as diversas manifestações culturais, sobretudo a negra.

Desde sábado, 05/05, a programação da Rede Minas ganhou uma faixa especial com conteúdos especificamente voltados para a produção cultural negra e das periferias. Durante 5 semanas, a partir das 15h, vai ao ar a série de ficção Canal Televisão – Um Morro do Barulho, em seguida a nova temporada do Road Movie Paçoca, com o projeto Paçoca Periferia Musical e, para finalizar, a edição especial “Consciência Negra”, do Coletânea, com clipes de músicas que evidenciam a cultura negra.

Confira abaixo as matérias e entrevistas dessa programação temática especial de maio:

       

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