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As estações de trem são linhas condutoras das histórias do povo mineiro. É o que mostra o programa Estações, que em um resgate da memória ferroviária mineira, apresenta aspectos históricos, patrimoniais, culturais e lembranças de personagens que trabalharam ou viveram no entorno das estações ferroviárias, além de refletir sobre o futuro e a importância desses locais.

Ao longo da primeira temporada, que percorre o trajeto do ramal Paraopeba (parte da Linha do Centro da Estrada de Ferro Central do Brasil), vamos mostrar curiosidades, bastidores e detalhes dessa viagem por aqui.

A página será atualizada semanalmente a cada parada/episódio.

O programa vai ao ar às terças, às 20h30 (horários alternativos: quarta, 4h30; segunda, 23h30)

Embarque com a gente!

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O Museu de Artes e Ofícios, inaugurado em 2005, ocupa duas antigas estações (Central e RMV). Entre os dois prédios estão as plataformas do metrô da Estação Central, de Belo Horizonte.

Endereço: Pça. Rui Barbosa, 600 (Praça da Estação) – Centro, Belo Horizonte – MG
Contato: sesimao@fiemg.com.br – (31) 3248-8600

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A estação de Belo Horizonte foi inaugurada antes da cidade de Belo Horizonte (com o nome de Estação de Minas). Diferente de outras cidades mineiras, em que surge primeiro uma parada de trem, e depois ela se transforma em cidade, a estação de Belo Horizonte foi criada para a construção da cidade, para a chegada dos materiais de construção e também dos funcionários públicos que iriam trabalhar na nova capital. A capital foi inaugurada 2 anos após a estação.

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Uma estação pode ser apenas um lugar de passagem para alguns, mas é também onde histórias, memórias afetivas e mineiridades se encontram. Cada personagem nos ajuda a descobrir um pouco da história de cada estação.

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Wanderley é um ferromodelista apaixonado pelos trens e estações ferroviárias. Participa de encontros de amantes das ferrovias e visita estações, registrando suas experiências.

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Atualmente trabalha na Secretaria de Patrimônio e participa de um conselho que estuda os tombamentos de prédios.

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Museóloga, foi por anos a Superintendente do IPHAN-MG. Participou da implantação do Projeto do Museu de Artes e Ofícios.

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Pesquisadora e professora nas áreas de Patrimônio Cultural, Arquitetura e Urbanismo, com ênfase na história e teoria da arquitetura e do urbanismo, preservação e gestão do patrimônio cultural e ambiental urbano, cultura e cidades.

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Ferroviário aposentado, presidente da Associação Leopoldina do Rio de Janeiro e participante de outras associações e federações que lutam pelos direitos dos ferroviários aposentados.

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A Estação está abandonada. No terreno da Estação há a casa onde vivem o ex-ferroviário aposentado Sr Vantuil e sua esposa, Dona Olira. Há um projeto cultural para ocupação do espaço, o Cidade do Circo, Centro de Referência e Rede de Apoio ao Circo.

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“Desço as escadas na Estação Gameleira
Corro contra o tempo
Pela janela do trem vejo a chuva cair
Será que vai dar tempo?
Veremos, em janeiro, verão.”

Trecho do poema “Estação da Chuva”, de Fernando Lutterbach.

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Uma estação pode ser apenas um lugar de passagem para alguns, mas é também onde histórias, memórias afetivas e mineiridades se encontram. Cada personagem nos ajuda a descobrir um pouco da história de cada estação.

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Autora do livro Encircopédia, um dicionário ilustrado que conta a história do circo no país. É Presidente da Rede de Apoio ao Circo e fala da utilização do espaço da estação para a valorização das atividades circenses.

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Trabalhou na estação Gameleira, onde continua morando com a família.

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Sempre viveu com a família na casa ao lado da Estação Gameleira.

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Acompanha o andamento do projeto Cidade do Circo.

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Historiadora da Fundação Ezequiel Dias – FUNED, um instituto de ciências biológicas e tecnologia que teve a mudança de sede para a região do Gameleira, em 1940, testemunhando e modificando a história da região onde está a Estação Gameleira.

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Funciona como sede da Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer de Ibirité, além de um espaço museológico dedicado à história da cidade.

Contato: 3533-6073 / (31) 3079-6026 / 3079-6060

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Em 2009 a Estação Ferroviária foi totalmente reformada e existem projetos para se tornar a Casa de Cultura de Ibirité.

Ibirité é conhecida internacionalmente pelo trabalho da educadora russa Helena Antipoff, que mudou-se para Belo Horizonte em 1929 a convite do governo de Minas Gerais para iniciar o ensino de Psicologia na Escola de Aperfeiçoamento de Professores. Fundou muitas instituições voltadas para a educação em Ibirité e em outras cidades brasileiras, sendo um destaque a implementação e desenvolvimento da educação especial no país e a pedagogia voltada para a zona rural.

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Uma estação pode ser apenas um lugar de passagem para alguns, mas é também onde histórias, memórias afetivas e mineiridades se encontram. Cada personagem nos ajuda a descobrir um pouco da história de cada estação.

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Servidor público lotado na Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer de Ibirité.

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Ator profissional e diretor de teatro, foi um dos idealizadores do projeto ADAV (Associação para o Desenvolvimento e Assistência a Vocações).

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Também trabalhou no setor de patrimônio da prefeitura de Ibirité.

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Faz parte do Conselho Municipal de Cultura de Ibirité. Sua mãe foi a primeira professora da cidade. Também frequenta a Estação de Ibirité para desfrutar de atividades oferecidas na região.

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Ainda quando criança conheceu a educadora russa Helena Antipoff, que se estabeleceu no Brasil e, a partir de Ibirité, ofereceu novos modelos para a educação das crianças brasileiras.

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Capitães do Congado de Nossa Senhora do Rosário. Arnaldo Marciano e Geraldo (Galego) são irmãos, que desde a época de seus avós mantêm a tradição da Congada,oficializada com a ajuda de Helena Antipoff.

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Integrantes da Associação Folia de Reis Nossa Senhora Aparecida de Ibirité e Folia De Reis Divino Espírito Santo, respectivamente.

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Abriga o museu Estação Sarzedo Plataforma de Cultura, que congrega 3 níveis de plataformas que trazem a memória ferroviária, o museu da mineração, um espaço dedicado ao meio ambiente, entre outras atrações. No local estão a Estação Ferroviária; remanescentes da antiga residência do agente que era gerente da Estação; a Plataforma de Embarque e Desembarque de Passageiros; Acervos da Arqueologia Industrial; o Silo; a Sala de Exposição e a Praça da Cultura.

Contato: museucultura@sarzedo.mg.gov.br | (31) 3577-8882

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No passado, antes da emancipação da cidade de Sarzedo, a região sofria com falta de água, o que forçava os moradores a buscar água na caixa d’água que era usada para abastecer o trem maria fumaça. Essa caixa d’água faz parte do acervo da Estação Sarzedo Plataforma de Cultura.

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Uma estação pode ser apenas um lugar de passagem para alguns, mas é também onde histórias, memórias afetivas e mineiridades se encontram. Cada personagem nos ajuda a descobrir um pouco da história de cada estação.

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Historiador do município de Sarzedo, servidor público lotado no museu da Estação Sarzedo Plataforma de Cultura, onde promove e acompanha visitações.

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Trabalha na Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Sarzedo. Participou e participa dos projetos de restauração da Estação Sarzedo Plataforma de Cultura.

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Ferroviário aposentado que saiu de Belo Vale, onde seu pai, também ferroviário, trabalhava e o criou, para trabalhar em Sarzedo, onde se apaixonou, casou e vive até hoje.

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Conhecido como “Crioulo”, viveu próximo da Estação Ferroviária de Sarzedo e acompanhou de perto as transformações da cidade. Aposentado, trabalha como artesão, tendo várias peças dedicadas a pontos históricos da cidade, incluindo a Estação Ferroviária.

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Abriga um centro cultural, um espaço museológico e também o Arquivo Público Municipal.

Contato: (31) 3571-3906 / Site / patrimoniocultura@brumadinho.mg.gov.br

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Existe um projeto de trem turístico que pretende ligar Belo Horizonte ao Instituto Inhotim, passando pela Estação Ferroviária de Brumadinho, entre outras estações. Até 2018, mais de 3 milhões de visitantes passaram pela cidade para conhecer o Instituto Inhotim.

Brumadinho fica na região metropolitana de Belo Horizonte, mas tem área territorial muito maior que a da capital mineira. Seu nome remonta à antiga vila de Brumado Velho, assim chamada por causa das brumas comuns à região montanhosa onde localiza-se a cidade de Brumadinho.

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Uma estação pode ser apenas um lugar de passagem para alguns, mas é também onde histórias, memórias afetivas e mineiridades se encontram. Cada personagem nos ajuda a descobrir um pouco da história de cada estação.

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Trabalhou durante toda a vida na Estação Brumadinho como auxiliar, até se tornar chefe, dois anos antes do encerramento das atividades na estação.

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Esteve envolvido no projeto de criação do espaço museológico da Estação de Brumadinho.

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Professor aposentado da rede estadual de ensino, vive e pesquisa a história e a Estação Ferroviária de Brumadinho.

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Trabalhou em um café na Estação de Brumadinho. Posteriormente, o comerciante herdou da família e deu prosseguimento à Pensão Santa Rosa.

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Funcionou como Biblioteca até 2019. A área externa pode ser visitada, mas o prédio aguarda reforma para tornar-se um espaço museológico.

Contato: (31) 3575-1140 / secretariadeeducacao@moeda.mg.gov.br

CuriMoe

O nome do município de Moeda tem relação com uma casa de fundição clandestina, que existiu na cidade, como forma de burlar os altos impostos cobrados pela coroa portuguesa sobre as riquezas minerais extraídas na região. Ali eram cunhadas moedas e fundidas barras de ouro, utilizando-se de um timbre oficial que fora roubado da coroa para evitar os impostos.

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Uma estação pode ser apenas um lugar de passagem para alguns, mas é também onde histórias, memórias afetivas e mineiridades se encontram. Cada personagem nos ajuda a descobrir um pouco da história de cada estação.

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Ferroviário aposentado, foi agente telegrafista, trabalhando como agente itinerante, em várias estações do trecho, liberando a circulação de trens de uma estação à outra.

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Ferroviário aposentado, era supervisor de via permanente, atuando com a instalação e manutenção das vias ferroviárias.

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Professor de geografia na rede estadual de ensino, e Vice Diretor da EE “Senador Melo Viana” de Moeda. Encantou-se e resolveu mudar-se para Moeda, após vivenciar uma experiência intensa na cidade.

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Trabalha na Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte, Lazer e turismo do município de Moeda, em que está envolvida no projeto de restauração e criação de um museu no espaço da estação ferroviária de moeda.

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Sede da Secretaria Municipal de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo de Belo Vale. Também possui um acervo museológico.

Contato: (31) 37341349

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A Estação Ferroviária é uma construção de inspiração Inglesa. Os trens transportavam variados produtos; frutas, legumes, aves, porcos, minérios, pedras e grandes boiadas. Em meados de 1970 e 1980, funcionou na plataforma de embarque um café, o café da “Dona Quinha”. Aproximadamente nessa mesma época foi instalado a COFERPA – Cooperativa de Consumo dos Ferroviários do Ramal de Paraopeba com objetivo de auxiliar os ferroviários na aquisição de bens, de consumo básicos que funcionava numa sala ociosa do prédio e foi ativa até 1991, quando as atividades da estação já eram praticamente inexistentes. Em Agosto de 1998 o conjunto arquitetônico foi tombado a Nível Municipal.

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Uma estação pode ser apenas um lugar de passagem para alguns, mas é também onde histórias, memórias afetivas e mineiridades se encontram. Cada personagem nos ajuda a descobrir um pouco da história de cada estação.

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Profissional aposentada da área de educação, participou do processo de tombamento da estação ferroviária de Belo Vale, sua recuperação e também da inauguração do espaço enquanto sede da Secretaria Municipal de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo de Belo Vale.

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Supervisor de turismo que conhece todos os atrativos turísticos ligados à memória e à cultura da cidade, incluindo a Estação ferroviária.

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Ferroviário aposentado que trabalhou na manutenção da via permanente, seguindo a mesma profissão do pai e do avô, junto do primo Luiz Carlos Felipe.

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Ferroviário em atividade, sempre teve a ferrovia no coração. Assim como o primo Alaércio Geraldo Santos, tem saudade do trem de passageiro.

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Filho de ferroviário, hoje é técnico em saúde bucal, atuando na área de esportes da Secretaria Municipal de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo de Belo Vale. Lembra com saudades da infância na ferrovia e lamenta não ter se tornado ferroviário como o pai.

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O espaço sedia a Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas.

Contato: (31) 37313133 / cultura@congonhas.mg.gov.br

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Congonhas têm maior peregrinação religiosa de minas que é o jubileu dedicado ao Bom Jesus de Matosinhos. Os peregrinos costumavam desembarcar pela Estação de Congonhas do Campo, em Congonhas, quando ainda havia o transporte de passageiros. Além disso, a cidade é conhecida por abrigar o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, e as obras do Mestre Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. O nome de Congonhas já foi Congonhas do Campo, nome estampado no prédio da estação ferroviária, situação alterada em 1948 quando passou a chamar-se apenas Congonhas.

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Uma estação pode ser apenas um lugar de passagem para alguns, mas é também onde histórias, memórias afetivas e mineiridades se encontram. Cada personagem nos ajuda a descobrir um pouco da história de cada estação.

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Ferroviário aposentado que trabalhou com entrega de telegramas cobrindo, principalmente, com substituição e cobertura de falhas, em várias cidades do trecho de Caetano Lopes à Lafaiete.

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Ferroviário aposentado cuja família era de ferroviários, o que acabou direcionando-o para a mesma carreira. Se formou na Escolas de Formação Ferroviária da Região, e tornou-se responsável pela manutenção de vagões acidentados.

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Historiador, servidor público do município de Congonhas, também é ferromodelista. Nasceu e cresceu na cidade, próximo à estação ferroviária, fato que moldou seu interesse pela história do município e da ferrovia.

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Presidente da Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas. Fez parte do processo de recuperação e manutenção do espaço da Estação e seu entorno para que seja um espaço de convivência e lazer cada vez melhor.