Conheça os esportes paralímpicos

O programa paralímpico trará, em 2016, 23 esportes, com 528 provas que valem medalhas. Duas destas são novidades: a canoagem e o triatlo, que fazem sua estreia nos Jogos Paralímpicos. Confira as modalidades paralímpicas:

Atletismo | Basquetebol em cadeira de rodas | Bocha | Canoagem velocidade | Ciclismo de estrada | Ciclismo de pistaEsgrima em cadeira de rodas | Futebol de 5 | Futebol 7 | Goalball | Halterofilismo |  Hipismo | Judô | Natação | Remo Rugby em cadeira de rodas | Tênis de mesa | Tênis em cadeira de rodas | Tiro com arco | Tiro Esportivo | TriatloVelaVoleibol Sentado


atletismo

Corrida, saltos, lançamentos e arremessos. Um dos esportes mais tradicionais dos Jogos Paralímpicos, o atletismo é disputado desde Roma 1960, primeira edição do evento. No Rio 2016, são 177 provas valendo medalhas. É o esporte com mais competidores no Rio, totalizando 1100 atletas. Homens e mulheres, com limitações físicas ou sensoriais, podem competir nas categorias corridas, saltos, lançamentos e arremessos. As regras são da Federação Internacional de Atletismo com adaptações para uso de próteses, cadeiras de rodas ou do atleta-guia, para o caso dos cegos, cuja missão é indicar o caminho ao competidor, mas nunca poderá puxá-lo.

Medalhistas brasileiros:

  • Terezinha Guilhermina | 3 ouros, 1 prata e 2 bronzes.
  • Alan Fonteles | 1 ouro, 1 prata
  • Yohansson do Nascimento Ferreira | 1 ouro, 2 pratas e 1 bronze.


basquete

Com um show de dribles e arremessos, o basquetebol em cadeira de rodas faz parte do programa dos Jogos Paralímpicos desde Roma 1960, primeira edição do evento. No Rio 2016, 12 seleções masculinas e 10 femininas competem pelo pódio. O esporte teve origem nos anos 40, quando membros do exército americano, feridos durante a Segunda Guerra Mundial, começaram a praticá-lo. No Brasil, chegou bem cedo, em 1958. Homens e mulheres com algum tipo de deficiência motora podem praticá-la. As regras são definidas pela Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas e as cadeiras são adaptadas e padronizadas. As dimensões da quadra e a altura da cesta são idênticas ao basquete olímpico e a principal mudança na regra original é a possibilidade de dar dois movimentos na roda da cadeira antes de quicar, passar ou arremessar a bola.


bocha

Considerado um jogo de estratégia, a bocha estreou nos Jogos Paralímpicos em 1984. É um dos esportes em que homens e mulheres competem juntos. No Rio 2016, são sete provas, entre disputas individuais, em duplas e por equipes. Pode ser disputada por atletas com paralisias cerebrais severas que se utilizem de cadeiras de rodas. Não há grandes mudanças na regra original da modalidade e é permitido o uso das mãos e dos pés, além de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento dos membros superiores ou inferiores.Medalhistas brasileiros:

  • Dirceu Pinto | 4 ouros.
  • Eliseu dos Santos | 2 ouros e 2 bronzes.
  • Maciel Santos |1 ouro


canoagemvelocidade

O público vai testemunhar um momento histórico nas águas da Lagoa Rodrigo de Freitas – a estreia da canoagem nos Jogos Paralímpicos. No Rio 2016, os atletas disputam a bordo de caiaques seis provas valendo medalhas – três masculinas e três femininas. O esporte pode ser disputada por atletas com qualquer tipo de deficiência físico-motora, em três classes funcionais: LTA, onde o atleta utiliza braços, tronco e pernas para auxiliar na remada; TA, na qual o atleta utiliza apenas o tronco e os braços; e A, em que o atleta só tem a possibilidade de utilizar o movimento dos braços.

 


ciclismoestrada

O ciclismo paralímpico de estrada possui provas de contrarrelógio e resistência. Desde Atlanta, em 96, as provas de pista passaram a figurar nos jogos combinando velocidade e tática no velódromo. Há disputas em equipe e individuais, sempre sob as regras da União Internacional de Ciclismo, que define mudanças sobre os tipos de segurança e classificações dos atletas.

 


ciclismopista

O ciclismo paralímpico de pista possui provas de contrarrelógio, perseguição e velocidade. No início dos anos 1980, apenas deficientes visuais tinham direito a competir no ciclismo estrada. Mas já na Paralimpíada de Nova York, em 1984, paralisados cerebrais, amputados e deficientes visuais foram incluídos. Há disputas em equipe e individuais, sempre sob as regras da União Internacional de Ciclismo, que define mudanças sobre os tipos de segurança e classificações dos atletas.

 


esgrima

Presente nos Jogos Paralímpicos desde Roma 1960, primeira edição do evento, a esgrima em cadeira de rodas chega aos Jogos Rio 2016 com 14 provas valendo medalhas, entre combates individuais e por equipes. A esgrima é aberta apenas para atletas com deficiência locomotora e as regras são seguidas da Federação Internacional de Esgrima, mas o Comitê Executivo de Esgrima do Comitê Paralímpico Internacional é que faz a administração. As cadeiras de rodas são fixadas no solo e têm a movimentação proibida por regra, uma das poucas mudanças em relação ao programa olímpico da modalidade. Medalhista brasileiro:

  • Jovane Guissone |1 ouro


futebol5

Com gols e dribles impressionantes, o futebol de 5 é a versão do esporte para deficientes visuais – exceto o goleiro, que não pode ter atuado em competições da Fifa nos últimos cinco anos. Oito seleções disputam o torneio masculino do esporte, que estreou nos Jogos Paralímpicos Atenas 2004. Ele teria sido praticado por cegos pela primeira vez no Brasil na década de 50, mas foi a partir dos anos 80 que a modalidade se organizou, de fato. As partidas são realizadas em uma quadra de futsal adaptada e a bola tem guizos internos para que possa ser identificada. A torcida deve ficar em silêncio e apenas comemorar gol. Há também um guia, que fica atrás do gol e pode orientar os jogadores.

  • 3 ouros (2004 , 2008 e 2012)


futebol7

Com habilidade, técnica e muitos gols, o futebol de 7 faz parte dos Jogos Paralímpicos desde 1984. No Rio 2016, oito seleções competem pelo pódio no torneio masculino do esporte, disputado por atletas com paralisia cerebral. O futebol de sete surgiu no fim dos anos 70 e rapidamente se popularizou. É praticado por homens com paralisia cerebral, decorrente de sequelas de traumatismo crânio-encefácilo ou AVCs. As regras da Fifa sofrem adaptações básicas e o campo tem até 75m x 55m, além de traves menores. Cada partida tem dois tempos de 30 minutos.

 


goalball

Criado para reabilitação de veteranos de guerra no fim dos anos 40, o goalball é disputado por atletas com deficiências visuais, que jogam vendados. No Rio 2016, dez seleções masculinas e 10 femininas buscam o pódio do esporte, disputado nos Jogos desde Toronto 1976. Foi incorporado ao programa paralímpico em 1980 – quatro anos depois, mulheres também puderam competir na modalidade. A quadra tem dimensões idênticas à de vôlei e é jogada por trios com bolas que têm guizos internos – logo, se exige silêncio da torcida. Partidas têm dois tempos com 10 minutos. A Confederação Brasileira de Desporto para Deficientes Visuais cuida do esporte.

 


halterofilismo

Mais que um teste de força, o halterofilismo estreou nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 1964 e passou a contar com a participação das mulheres em Sydney 2000. Nos Jogos Rio 2016, estão em disputa dez categorias de peso masculinas e dez femininas. Atletas com deficiências físicas nos membros inferiores ou com paralisia cerebral podem competir, sempre deitados no chamado aparelho supino. A exemplo do modelo olímpico, os participantes são separados por pesos.


hipismo

 

Homens e mulheres se enfrentam em igualdade de condições no hipismo, esporte que estreou nos Jogos Paralímpicos na edição de Atlanta 1996. No Rio 2016, são 10 provas individuais de adestramento e uma por equipes. Apenas o adestramento compõe o programa paraolímpico no hipismo. Atletas com vários tipos de deficiência têm direito a participar em provas mistas, com disputa entre homens e mulheres. Na modalidade, não só amazonas e cavaleiros recebem medalhas, mas também os cavalos.

Medalhistas brasileiros:

  • Marcos Alves (Joca) | 2 bronzes

judo

 

Um único golpe pode fazer a diferença no judô, esporte disputado nos Jogos Paralímpicos desde Seul 1988, sendo a primeira modalidade de origem asiática a fazer parte do programa paralímpico. No Rio 2016, judocas com deficiência visual lutam pelo pódio em sete categorias de peso masculinas e seis femininas. Até então, só participavam homens com deficiência visual. As mulheres passaram a ser aceitas apenas em Atenas-2004. São três categorias praticadas, separadas de acordo com a possibilidade visual de cada um. A Federação Internacional de Esportes para Cegos é quem administra a modalidade no país.

Medalhistas brasileiros:

  • Antônio Tenório | 4 ouro e 1 bronze
  • Daniele Bernardes | 3 bronzes


natacao

Com provas de tirar o fôlego, a natação faz parte dos Jogos Paralímpicos desde a primeira edição do evento. No Rio 2016, são 151 provas valendo medalhas, com disputas masculinas, femininas e revezamento misto. Atletas com quase todo tipo de deficiência, como visual e física, competem em piscinas de tamanho idêntico aos dos atletas olímpicos. As regras são dispostas pelo IPC Swimming, órgão responsável pela modalidade no Comitê Paralímpico Internacional. Adaptações sutis são feitas nas largadas, viradas e chegadas.

Medalhistas brasileiros:

  • Adriano Lima | 2 ouros, 3 pratas e 3 bronzes
  • André Brasil | 7 ouros e 3 pratas
  • Daniel Dias | 10 ouros, 4 pratas e 1 bronze
  • Edênia Garcia | 2 pratas e 1 bronze
  • Phelipe Rodrigues | 3 pratas


remo

 

Pequim 2008 marcou a entrada do remo para o programa paralímpico. O equipamento possui alterações sutis para que possa ser praticado, mas não às características de cada competidor. Atletas com os mais diferentes tipos de deficiências podem competir, sendo que a separação de classes definida de acordo com o grau de limitação.

Medalhistas brasileiros:

  • Josiane Lima e Elton Santana | 1 bronze (dupla mista)

rugby

Com equipes de quatro jogadores e oito reservas, dada a quantidade de contato físico entre os participantes, o rugby em cadeira de rodas é praticado em quadras de basquete com 28m x 15m. Apesar de adotar regras bastante específicas para os paraolímpicos, mantém a essência do esporte praticado de maneira convencional. A Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas controla a modalidade, integrada ao calendário paraolímpico por completo em Sidney 2000.


tenis

 

Uma das modalidades mais tradicionais dos Jogos Paralímpicos, o tênis de mesa é jogado por homens, mulheres e duplas com paralisia cerebral, amputados ou cadeirantes – as competições são divididas entre atletas andantes ou cadeirantes. A Federação Internacional de Tênis de Mesa cuida do esporte, cujas regras têm mudanças muito sutis aos parâmetros olímpicos. A raquete pode ser amarrada na mão do atleta para facilitar.

Medalhistas brasileiros:

  • Luiz Algacir da Silva e Welder Knaf | 1 prata


tenis2

Criado em 1976, o esporte chegou ao programa paraolímpico em Seul 1988. Em Barcelona 92, passou efetivamente a valer medalhas e a reunir homens, mulheres ou duplas. Pessoas com deficiências na locomoção têm direito a participar.


tiro

Com regras praticamente idênticas às da Federação Internacional de Tiro com Arco, a modalidade paralímpica tem seu próprio comitê administrador no Comitê Paralímpico Internacional. É permitida a participação a tetraplégicos, paraplégicos e pessoas com limitações de movimento nos membros inferiores. Estes podem escolher entre competir em pé ou sentados em bancos.

 


tiroesportivo

Só homens puderam competir pela primeira vez no tiro adotado nos Jogos Paralímpicos de Toronto, no Canadá, em 1976. O Comitê de Tiro Esportivo do Comitê Paralímpico Internacional rege a modalidade, cujas disputas são masculinas e femininas. Pessoas amputadas, paraplégicas, tetraplégicas e com outras deficiências motoras podem competir e há mudanças específicas em relação à regra do esporte olímpico.

 


triatlo

O triatlo também faz sua estreia nos Jogos Paralímpicos de 2016. São 750m de nado, 20km de ciclismo e 5km de corrida, sendo que o tempo gasto na transição entre nado, ciclismo e corrida também é computado no tempo total de prova. Vence o atleta que realizá-la no menor tempo. Participam do esporte pessoas com diversos tipos de deficiência, desde cadeirantes, amputados até atletas com deficiência visual. As cinco classes do Paratriatlo são definidas pela União Internacional de Triathlon, através de um sistema de pontuação específico, e reconhecidas pela sigla PT.

 


velo

Um dos mais recentes esportes incorporados ao calendário paraolímpico, a vela provém de parceria entre a Classe de Vela Day Sailer, o Clube Paradesportivo Superação e o Clube Municipal de Iatismo em São Paulo, a partir de 1999. Em 2003, o Comitê Paralímpico Brasileiro reconheceu a adoção. Pessoas com deficiências locomotora ou visual podem competir, sempre em barcos adaptados à realidade dos paraolímpicos. Há competições nas categorias individual, em duplas ou trios.

 


voleibol

Nos Jogos Paralímpicos de 1980, na Holanda, o voleibol sentado passou a efetivamente valer medalha, realidade hoje que também inclui mulheres. Com os princípios básicos do esporte olímpico, sofre mudanças em relação ao tamanho da quadra e à altura da rede. Podem participar atletas amputados e com outros tipos de deficiência motora. A Organização Mundial de Voleibol para Deficientes é responsável por administrar o esporte.

       

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